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Fibrose: o que é e como tratar

Postado em 31-05-2023

A cirurgia plástica pode ser uma excelente opção para quem deseja melhorar a aparência e a autoestima. No entanto, assim como qualquer procedimento cirúrgico, ela pode ter algumas complicações, sendo a fibrose uma das mais comuns. Ela ocorre quando o tecido cicatricial se acumula em excesso, causando um endurecimento da pele, inchaço e deformidades.

Importante:
Se você está pensando em fazer uma cirurgia plástica, é importante estar ciente dos riscos e complicações possíveis. Neste texto, tentei responder às principais perguntas que recebo de pacientes e também nas minhas redes sociais, onde posto conteúdo sobre cirurgia plástica e pós-operatório diariamente. Aproveite para me seguir lá no Instagram: @drarobertapinzon e também no YouTube.

No vídeo abaixo, falo em detalhes sobre drenagem linfática e o porquê dela não ser indicada para cirugia plástica.

Resumo:

A fibrose é uma condição caracterizada pela formação excessiva de tecido cicatricial, principalmente como resultado de inflamação e trauma tecidual. Ela pode ocorrer em várias áreas do corpo, como pele, pulmões, fígado, coração e músculos. Alguns fatores de risco para o desenvolvimento de fibrose incluem predisposição genética, fumo, obesidade, diabetes, doenças autoimunes, exposição a toxinas e infecções.

Algumas cirurgias plásticas, como lipoaspiração e abdominoplastia, têm maior risco de desenvolvimento de fibrose, mas isso pode variar de acordo com o paciente e o tipo de cirurgia realizada. E ela pode afetar o resultado final da cirurgia plástica, causando deformidades estéticas, dor, desconforto e limitação da função da área afetada. Tratamentos específicos, como a Liberação Tecidual Funcional®, podem ser realizados para melhorar o resultado final.

É importante salientar a diferença para o queloide, que é um tipo de cicatrização anormal que cresce além das bordas da ferida original. O diagnóstico da fibrose é geralmente feito pela fisioterapeuta especializada, durante as consultas de acompanhamento pós-operatório. A avaliação é feita pela aparência da cicatriz e dos tecidos, além de exames de imagem, se necessário.

Embora não seja possível evita-la completamente, medidas preventivas podem ser tomadas, como seguir as orientações médicas, evitar exposição solar excessiva e manter uma boa alimentação e hidratação. Os sintomas incluem inchaço, dor, vermelhidão e endurecimento do tecido ao redor da área cirúrgica.


Perguntas frequentes:

Quais são as principais causas?

As principais causas são a inflamação e o trauma no tecido. Quando há uma lesão no tecido, o processo de cicatrização é ativado para reparar a área danificada. Durante esse processo, células chamadas fibroblastos produzem colágeno para formar uma cicatriz e reparar a lesão. No entanto, em alguns casos, o processo de cicatrização não é controlado adequadamente e o excesso de colágeno leva à formação de fibrose.

Além disso, outras causas que podem contribuir: predisposição genética, fumo, obesidade, diabetes, doenças autoimunes, exposição a toxinas e algumas infecções. O problema pode ocorrer em vários tecidos do corpo, como pele, pulmões, fígado, coração e músculos, entre outros.


Quais cirurgias plásticas têm maior risco de desenvolvimento de fibrose?

Todas as cirurgias plásticas têm o potencial de causar fibrose, mas algumas têm um maior risco de desenvolvimento dessa complicação. A lipoaspiração é uma das cirurgias mais associadas, devido ao trauma causado pela remoção de gordura. A abdominoplastia também pode levar à formação na região abdominal, especialmente quando há um grande excesso de pele a ser removido.

Outras cirurgias que podem aumentar o risco da complicação incluem a cirurgia de mama, a blefaroplastia (cirurgia das pálpebras) e a rinoplastia (cirurgia do nariz). No entanto, é importante lembrar que cada paciente é único e o risco varia de acordo com fatores como a idade, o histórico médico e o tipo de cirurgia realizada. O cirurgião plástico deve informar ao paciente sobre os riscos potenciais da cirurgia, incluindo a fibrose, e orientar sobre os cuidados pré e pós-operatórios para minimizar esses riscos.

A fibrose é mais comum em que áreas do corpo?


Pode ocorrer em várias áreas do corpo, mas é mais comum em tecidos subcutâneos, especialmente em áreas que foram submetidas a lesões ou traumas, como a região abdominal após uma abdominoplastia ou a região das coxas após uma lipoaspiração. Também é comum a formação na região das mamas após uma cirurgia de aumento ou redução mamária.

Além disso, pode ocorrer em outras áreas do corpo, como nos pulmões, no fígado, no coração e nos músculos, em casos de lesões ou doenças específicas. Em geral, é mais comum em tecidos que passaram por um processo inflamatório ou que foram submetidos a um trauma cirúrgico, mas cada caso é único e pode variar de acordo com o paciente e o tipo de cirurgia realizada.

Como a fibrose pode afetar o resultado final da cirurgia plástica?

De diversas maneiras. Quando ocorre a formação excessiva de tecido cicatricial, pode haver deformidades estéticas, como o surgimento de nódulos, ondulações, irregularidades ou endurecimentos na região operada. Além disso, pode causar dor e desconforto, limitando a mobilidade e a função da área afetada.

Em alguns casos, a fibrose pode interferir na absorção de gordura na lipoaspiração, o que pode levar a uma menor redução de medidas. Na abdominoplastia, por exemplo, pode afetar a aparência final do umbigo ou causar retrações na cicatriz, prejudicando o resultado estético.

Cabe ao fisioterapeuta orientar o paciente sobre os cuidados pré e pós-operatórios que podem minimizar os riscos dessa complicação. Quando a fibrose já está presente, é possível realizar tratamentos específicos como os que eu cito >>> aqui <<< para melhorar o resultado final da cirurgia plástica.

A fibrose pode desaparecer sozinha?

Infelizmente, não. O tecido cicatricial que se forma é permanente e pode persistir por toda a vida, causando deformidades, dor e desconforto, a menos que seja tratado adequadamente.

No entanto, em alguns casos, pode melhorar naturalmente com o tempo, especialmente nos estágios iniciais da formação do tecido cicatricial. É importante lembrar que cada caso é único e o resultado final pode variar de acordo com a gravidade da complicação, o tipo de cirurgia realizada, o tempo desde a cirurgia e a resposta individual do paciente ao tratamento.

Por isso, é fundamental buscar a orientação de um fisioterapeuta experiente e realizar um acompanhamento adequado após a cirurgia plástica para identificar precocemente a formação e iniciar o tratamento adequado o mais cedo possível.

Quanto tempo leva para a fibrose se formar após a cirurgia?


Pode variar de acordo com o tipo de cirurgia e as características individuais de cada paciente. Em geral, começa a se formar após cerca de duas a três semanas após a cirurgia, quando o processo de cicatrização está em andamento. No entanto, é importante lembrar que cada paciente é único e a fibrose pode se formar mais rapidamente em alguns casos ou levar mais tempo em outros.

Além disso, é importante destacar que nem toda formação de tecido cicatricial é considerada fibrose, e que a quantidade de tecido cicatricial formada pode variar de acordo com a técnica cirúrgica utilizada, a habilidade do cirurgião plástico, os cuidados pré e pós-operatórios do paciente, entre outros fatores.

Por isso, é fundamental que o paciente mantenha um acompanhamento adequado com o cirurgião plástico após a cirurgia e siga corretamente todas as orientações pós-operatórias para minimizar os riscos de complicações, incluindo a formação de fibrose.


Qual a diferença entre fibrose e quelóide?

São dois tipos de tecido cicatricial que podem se formar após uma lesão na pele, como uma cirurgia plástica ou uma ferida. Embora os dois sejam formados a partir da mesma resposta natural do corpo à lesão, existem diferenças significativas entre eles.

A fibrose é caracterizada pela formação de tecido cicatricial excessivo, que se acumula na região afetada, resultando em uma área endurecida e elevada. Pode afetar a aparência da cicatriz, mas geralmente não se estende além das bordas da ferida original.

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Já o queloide é um tipo de cicatrização anormal que se forma quando o corpo produz tecido cicatricial em excesso, mesmo após a lesão original ter cicatrizado. O queloide pode crescer além das bordas da ferida original e se espalhar para outras áreas do corpo. Ele geralmente é caracterizado por uma aparência elevada, espessa, escura e com um formato irregular.

Embora ambas as condições possam afetar o resultado final da cirurgia plástica, o queloide é considerado mais grave, já que pode ser mais difícil de tratar e às vezes uma nova cirurgia para a retirada pode ser necessária. Por outro lado, a fibrose geralmente pode ser tratada com fisioterapia especializada no pós-operatório, especialmente se for diagnosticada e tratada precocemente.

Quais são os fatores de risco?


Existem vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolvimento de fibrose após a cirurgia plástica, incluindo:

  1. Predisposição genética: algumas pessoas podem ter uma predisposição genética para desenvolver fibrose, o que pode aumentar o risco de complicações após a cirurgia plástica.
  2. Tipo de cirurgia: algumas cirurgias plásticas, como a abdominoplastia e a mamoplastia, apresentam maior risco.
  3. Extensão da cirurgia: cirurgias mais extensas podem levar a uma maior formação de tecido cicatricial e aumentar o risco.
  4. Lesão tecidual: quando há lesão tecidual significativa durante a cirurgia, o risco de desenvolvimento pode aumentar.
  5. Infecção: a infecção pós-operatória pode aumentar o risco de formação.
  6. Uso excessivo de força: a aplicação excessiva de força durante a cirurgia pode danificar os tecidos e aumentar o risco.
  7. Cuidados pós-operatórios inadequados: a falta de cuidados adequados após a cirurgia pode levar a uma maior formação de tecido cicatricial e aumentar o risco.

É importante lembrar que cada caso é único e que nem todos os pacientes que apresentam fatores de risco desenvolverão fibrose. No entanto, é fundamental que o paciente discuta esses fatores com o cirurgião plástico antes da cirurgia e siga corretamente todas as orientações pós-operatórias para minimizar os riscos de complicações.

Como a fibrose é diagnosticada?


O diagnóstico após a cirurgia plástica é geralmente feito pelo cirurgião plástico ou pelo fisioterapeuta durante as consultas de acompanhamento pós-operatório. O profissional irá avaliar a aparência da cicatriz, a textura e consistência dos tecidos, além de observar a presença de outros sinais e sintomas, como dor e desconforto.

Além disso, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para avaliar a extensão da complicação e a localização exata do tecido cicatricial.

Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma biópsia do tecido afetado para confirmar o diagnóstico e descartar outras possíveis complicações.

É importante que o paciente relate qualquer sintoma ou desconforto ao cirurgião plástico e ao fisioterapeuta durante o acompanhamento pós-operatório, para que o diagnóstico possa ser feito precocemente e o tratamento iniciado o mais rápido possível.

É possível evitar completamente?


Infelizmente, não é possível evitar completamente. Isso porque a formação de tecido cicatricial faz parte do processo natural de cicatrização do corpo, e algumas pessoas têm uma tendência maior a desenvolver essa complicação mais do que outras.

No entanto, há medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de desenvolvimento, como seguir as orientações fisioterapeuticas para o cuidado da cicatriz, evitar exposição solar excessiva, não fumar e manter uma boa alimentação e hidratação.

Além disso, o uso de técnicas cirúrgicas adequadas, como a utilização de incisões adequadas e a manipulação cuidadosa dos tecidos durante a cirurgia, pode ajudar a minimizar a formação.

No entanto, mesmo com essas medidas preventivas, alguns pacientes ainda podem desenvolver a complicação após a cirurgia plástica. Por isso, é importante que o paciente realize um acompanhamento pós-operatório cuidadoso e inicie o tratamento o mais rápido possível.

A fibrose pode afetar a capacidade de realizar procedimentos cirúrgicos futuros?


Sim, dependendo da extensão e da localização do tecido cicatricial. Em casos mais graves, pode levar à deformidade permanente da área afetada, o que pode comprometer a realização de futuras cirurgias plásticas na mesma região.

Além disso, pode tornar a cirurgia mais complexa e aumentar o risco de complicações, como sangramento excessivo, infecção e dificuldade na cicatrização.

Por esse motivo, é importante que o paciente informe o cirurgião plástico sobre quaisquer procedimentos cirúrgicos anteriores na mesma região, para que o profissional possa avaliar e planejar a cirurgia de forma adequada, levando em consideração as possíveis complicações e limitações.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem incluir inchaço, dor, vermelhidão e endurecimento do tecido ao redor da área cirúrgica.


Como a fibrose pode ser prevenida?

Por meio de técnicas cirúrgicas cuidadosas e por seguir as instruções pós-operatórias cuidadosamente. Além disso, alguns médicos podem prescrever medicamentos anti-inflamatórios ou terapias a laser para minimizar.

Existem manobras que ajudam a amolecer a fibrose?


Sim, existem algumas técnicas que podem ajudar a amolecer a fibrose. Uma delas é a Liberação Tecidual Funcional, que deve ser realizada por uma fisioterapeuta certificada na técnica (acesse aqui a lista de fisioterapeutas para encontrar uma na sua região).

Outra técnica é o uso de aparelhos específicos de fisioterapia, como o laser, e também uma série de exercícios fisioterapeuticos para garantir a mobilidade.

É importante destacar que essas técnicas devem ser realizadas por profissionais qualificados e especializados em terapia manual, e que a eficácia do tratamento pode variar de acordo com a gravidade da complicação. Um profissional capacitado também vai conseguir identificar qualquer outro tipo de necessidade na sua recuperação.

Conclusão:

Ao seguir as instruções pós-operatórias cuidadosamente, você pode minimizar o risco de desenvolver fibrose e garantir uma recuperação mais rápida e suave. Se você acredita que está desenvolvendo a complicação após a cirurgia plástica, não hesite em procurar o seu cirurgião plástico e uma fisioterapeuta para obter mais informações sobre as opções de tratamento disponíveis.

A fibrose pode ser tratada com sucesso, mas é necessário ter paciência e seguir as instruções do médico cuidadosamente para garantir a melhor recuperação possível.

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